quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

APROVADOS NO CADASTRO DE RESERVA DA EDUCAÇÃO PODERÃO SER CONVOCADOS


O preenchimento de vagas nas áreas da Saúde e Educação poderá ser feito com a convocação de classificados nos concursos que ainda estejam dentro da validade, durante o processo de substituição gradativa dos comissionados que devem deixar a estrutura do Estado até o mês de julho. A hipótese foi considerada pelo futuro secretário de Administração, Lúcio Mascarenhas, durante coletiva, em resposta ao Site Roberta Tum.

O governador eleito Siqueira Campos ainda não dispõe dos dados completos que permitam fazer uma projeção de vagas por área, a serem preenchidas por servidores concursados, em substituição a servidores comissionados que têm prazo até julho de 2011 para deixarem a estrutura administrativa do Estado. A informação é do futuro secretário de administração, Lúcio Mascarenhas em entrevista coletiva após o anúncio dos novos nomes que comporão o secretariado.

"É preciso fazer uma diferença entre os que são aprovados e os que são classificados em concursos públicos. Mas a princípio é perfeitamente possível aproveitar os classificados na Saúde e Educação - em vagas que tenham surgido depois - ainda dentro do prazo de validade dos concursos", disse Mascarenhas ao ser questionado pelo Site Roberta Tum sobre o aproveitamento dos quadros de reserva de concursos já realizados.

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O próximo governador terá até julho para cumprir decisão judicial do STF que deu prazo para adequação do número de comissionados a um percentual aceitável, e substituição do excedente por concursados. Os cargos comissionados devem se restringir a funções de confiança da estrutura das secretarias e cargos de assessoramento. A prática usual é que não ultrapassem 30 % do total de concursados. Ao deixar o governo em 2002, Siqueira Campos contava com cerca de 8 mil servidores comissionados no quadro da administração.

Fonte: http://www.robertatum.com.br/noticia/proximo-secretario-da-administracao-admite-possibilidade-de-chamar-classificados-no-quadro-reserva/9082

sábado, 30 de outubro de 2010

A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA

Rogério Barros de Lucena

A idéia de Educação Integral, tributária de Anísio Teixeira, é o que inspira a Educação de Tempo Integral hodiernamente, uma educação que sirva como “possibilidade de se construir uma escola de boa qualidade” (CHAVES, 2002).
                        Esse pensamento idealizado pelo grande pensador Anísio Teixeira é  também o ideal de nós, Educadores. Desejamos que isso seja a inspiração direcionadora da política de implantação das Escolas de Tempo Integral.
A realidade é que, atualmente, a implantação da escola de tempo integral tem sido foco das campanhas eleitorais. No contexto da cidade de Palmas, vimos promessas apontando para a progressiva implantação da referida escola, mas é necessário refletir, primeiramente, sobre o que está por trás desse interesse, tendo em  vista vivenciarmos um contexto de crises econômicas. Não podemos perder de vista que o modo de produção capitalista sobrevive da exploração da força de trabalho, nem poderemos abandonar o conhecimento de que a escola de tempo integral continua sendo uma utopia para os austeros educadores comprometidos com uma educação de qualidade.
Percebe-se que, por interesses capitalistas, essa escola pende ao objetivo real de confinar as crianças oriundas das camadas populares em salas superlotadas, em situações inapropriadas, para que seus pais possam produzir mais, e à vontade,  para o “progresso da nação”. Não foi esta a intenção dos idealizadores dessa escola no Brasil. Com um breve olhar na história da educação brasileira verifica-se que “As escolas criadas por Anísio Teixeira e a geração de educadores a qual pertenceu, tanto nos anos 30 quanto nos ano 50 e 60, não foram vistas pelos alunos que as frequentaram como locais de confinamento” (NUNES,C.,2001,p.12).
Para Walderês Loureiro, Diretora da Faculdade de Educação da UFG, há um avanço com a implantação da escola em tempo integral, porém, ressalta o cuidado que se deve ter com esse modelo para não transformá-lo em um reformatório preventivo para os filhos de pessoas das classes empobrecidas. “Há um preconceito em relação aos filhos da classe trabalhadora, e corre-se o risco dessas escolas serem vistas como um meio de tirar estas crianças do crime, como se elas fossem bandidas”.
Nesse pensamento, observa-se que a comunidade palmense pouco sabe que as crianças estão entregues ao mero aumento de tempo na escola, e confinados a uma prática que não lhes servirá como espaço de possibilidade de reapropriação de espaços de sociabilidade.
Para melhor compreensão do que afirmamos se faz necessário ressaltar que é pouco provável que a escola de Tempo Integral alcance o objetivo de seus idealizadores, se as condições quantitativas sufocarem as qualitativas.
É preciso ter cuidado para que a comida não seja o principal fator da nova proposta curricular. Como, acertadamente, "grita" a música dos Titãs: “a gente não quer só comida”. Alimentação não basta, precisa-se de uma educação de qualidade, de liberdade de expressão, de se viver uma vida digna, com respeito e valorização.
Rogério Barros de Lucerna é graduado em Pedagogia pela UFT e Coordenador Pedagógico na Rede Municipal de Ensino de Palmas.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

15 DE OUTUBRO: DIA DO EDUCADOR

SEM RESPEITO E VALORIZAÇÃO NÃO TEM COMEMORAÇÃO

Dia 15 de outubro é o dia do professor. No entanto, a desvalorização, por parte da Prefeitura de Palmas, daqueles que fazem das nossas vidas um mundo cheio de sentido, letras e imagens, vem deixando os educadores e a sociedade perplexos.
Em Palmas, a propaganda é de que se tem a melhor educação do Brasil. Entretanto, a sociedade não conhece os verdadeiros responsáveis pelos crescentes resultados do IDEB: os educadores. Ao contrário, tudo parece ser mérito do governo, que coisifica a educação e os educadores, tratando-os como peças de automóveis ou lâmpadas para a iluminação pública: coisas importantes.
Nos últimos meses, os profissionais em educação lutam por uma audiência com o prefeito, que os ignora e coloca à frente das pseudonecogiações o secretário municipal da educação, o qual já demonstrou, claramente, não ter condições de resolver o impasse com os educadores. Estes reivindicam apenas a incorporação da Gratificação de Regência de Classe (o que já recebem) ao salário base e o enquadramento dos funcionários administrativos (lei desde 2006 – Lei Municipal nº 1445/2006).
O secretário, representante do Prefeito Raul Filho nas negociações, quando foi comunicado da possibilidade de greve, antes mesmo de tentar uma primeira conversa com os trabalhadores, recorreu à justiça, em um feriado. O Desembargador de plantão, contrariando a primeira decisão da Juíza Flávia Bovo, favorável aos trabalhadores, decidiu, por meio de liminar, pela suspensão de um movimento trabalhista legítimo, impondo ao SINTET multa abusiva, caso descumprisse a decisão.
Diante disso, conclamamos os pais, responsáveis e amigos de alunos da Rede Municipal de Educação a apoiar os educadores (professores, vigias, merendeiras, auxiliares e assistentes administrativos, coordenadores, diretores, supervisores, etc.) nessa luta por uma educação de qualidade com valorização profissional.
Afinal, educação se faz com gente. Gente competente, motivada, respeitada, digna, valorizada. Sem respeito e valorização, não há comemoração!